Sunday, October 13, 2013

Sou teu anjo

Resolvi pedir a DEUS pra que eu possa te guardar Ser teu ANJO protetor te velar e te cuidar Quando eu precisei pôs tua vida em mim DEUS permita-me ser teu ANJO aqui. Eu pedi pra DEUS gravar o teu nome em minha mão DEUS foi muito mais além te gravou em meu coração Já não posso mais esquecer de ti Tua vida DEUS transplantou em mim. Há um ANJO aqui que intercede por ti Trago um pedaço do céu num olhar pra te dar Há um ANJO aqui bem pertinho de ti Basta acreditar SOU TEU ANJO aqui. O teu nome DEUS escreveu em mim.

Friday, July 19, 2013

Pout pourri

E já dizia o poeta: “Quanta mudança alcança o nosso ser
Posso estar aqui, daqui a pouco, não”
Verdade certa, pois tudo muda rápido demais
Mas é bom ouvir seu consolo:
“Tempo de dar colo, tempo de decolar!”
Por que se há dois corações batendo,
Se a vida decide por si só emprestar vida
Quem sou eu pra julgar ou me julgar?
Agora é o momento de seguir em “transição”
“Recombinando atos”, pois nem “sou quem está aqui,
Sou um instante, passo...”
E que em meu desbravar, eu emane amor
Até o dia em que eu silencie, cale-me no tempo
E que só reste a lembrança os sons do sorriso
E de um pequeno coração acelerado

Tuesday, July 16, 2013

Onze anos

Hoje faz onze anos que minha estrela partiu
Para onde foi, não sei ao certo, mas
Eu estou aqui me empenhando pra ser melhor
Pra nunca mais ser tratada como qualquer coisa,
Como oportunista ou pessoa sem valor
Quero vê-la orgulhosa do que me tornei!
Estou aqui tentando seguir o que aprendi,
Valorizando os meus sentimentos, experimentando o inesperado,
Trocando todas as experiências do mundo, pela mais maravilhosa de todas
Com ela eu aprendi que as coisas mais simples são a felicidade,
Que, às vezes, não precisamos acreditar no outro, mas ter fé
Aprendi a ser grande, a ser pessoa humana, sensível
Aprendi a transportar em palavras o que está em meu coração

Minha mãe falava do amor... De todos eles...
Do que constroi, do que supera, do que espera...
E daquele também que não aprendeu a nadar e
Se afoga na primeira enchente...
Nunca, em tanto tempo senti tanta falta porque
Quantas verdades eu preciso ouvir,
Mas ouvir de quem me ama de verdade, de quem
Realmente quer o meu bem e minha felicidade

Mesmo não sabendo do que há depois,
Eu prefiro acreditar que sou ainda cuidada por ela, sim!
E nesta data eu sinto isso fortemente, pois é muito melhor
As dificuldades em meio à alegria, do que em meio à tristeza,
Ou à doença, ou na quebra da ponte
O coração vai ficando em paz porque essa estrela,
Mesmo que invisível, ainda brilha pra mim
São os exemplos, os sonhos, a humildade, a doçura, a força
De uma mãe que um dia quero ser

Saturday, June 22, 2013

Entendendo a onda de protestos com a ajuda de José Saramago

Em 1995 José Saramago publicou uma obra-prima, alvo de inúmeras interpretações e análises. Muitos trabalhos e ensaios surgiram associando-a a diversos contextos históricos, então, por que não utilizar suas discussões e abordagens para compreender melhor o momento pelo qual o país passa? O livro conta a história de uma cidade, cujo nome e localização são ignorados , a qual é acometida por uma epidemia de “cegueira branca”. Todos da cidade que passam a enxergar apenas uma brancura de superfície leitosa são isolados num antigo manicômio, onde revelarão todo o seu instinto pela sobrevivência. Apenas uma mulher consegue enxergar normalmente, sendo ela quem lidera um grupo para que fujam do lugar e tentem retornar para um lugar mais seguro, ajudando a todos por toda a história. Mas, no final...

“Há uma luz no fim do túnel”. “A luz da salvação”. “Por favor, me dê uma luz!”. A luz, como sabe-se, branca, está sempre associada a algo bom, que pode conduzir o indivíduo a alguma solução ou a um novo conhecimento. Saramago, entretanto, se utiliza da descrição de um excesso de luz para caracterizar a cegueira com a qual seus personagens são acometidos em “Ensaio sobre a cegueira”. Por que será? Quando se lê o título, espera-se que o autor aborde o tema, dando uma nova ou complementando e fundamentando antigas definições. Mas há uma desconstrução do que é conhecido. O fato é que a sociedade pós-moderna vive bombardeada por informações, imagens. Por inúmeros meios, de diversas formas, a todo o tempo, há uma exposição excessiva ao que ocorre no mundo. Essa iconofagia causa justamente uma verdadeira “cegueira” nas pessoas, que não têm mais tempo para refletir sobre o que é mostrado e estão submetidas a baixa qualidade do que é escolhido como notícia. Exato, estão todos cegos. O que deveria ser conhecimento, passa a ser um meio de manipulação e alienação coletiva. Assim sucedeu-se com as manifestações que tomam conta de todo o país. Um incentivo aqui, um hino nacional ali e pronto: as pessoas estão todas na rua e nem entendem mais o porquê.
Há de se recordar a personagem no livro que não ficou cega. Primeiro, ela tinha um desejo muito grande em manter-se com sua visão pela necessidade de ajudar a um grupo de pessoas que estavam sendo exploradas por um grupo dominante do manicômio; em segundo lugar, justamente seu desejo nobre e o seu pensamento coletivo, pelo bem geral, fez com que ela fosse uma testemunha da degradação humana. Sim, porque em meio à cegueira, não resta nada além de tentar lutar por sua própria sobrevivência, deixando de lado, o respeito, a moral, e convenções sociais. E o que se tem visto nesses últimos dias de protestos? Um grupo dominante (representado pela direita mais conservadora) deixando de lado a Consituição Federal, passando a expulsar e cercear o direito das pessoas se organizarem em partidos e levantar suas bandeiras. E a repressão vem da forma mais desumana que se poderia supor. Outra coisa que se vê no grupo dos “atuais cegos”, é que cada um luta por  seu próprio interesse. Tem quem seja contra a PEC 37 (mesmo que não saiba muito bem que é isso); tem quem queira o fim das bolsas sociais; tem aqueles que querem que o técnico escalte Ronaldinho Gaúcho para a Copa do Mundo; tem quem não queira mais a Copa do Mundo; tem de tudo!

O livro vai mostrando a decadência humana, a qual é representada nos protestos atuais pelos atos violentos e de vandalismo. Não resolve o problema, tampouco se atinge o objetivo. No caso da história deste grande mestre, a meta principal era sair do manicômio e tentar voltar pra casa ou algum lugar mais seguro com comida e um meio mais digno de vida. Só conseguem porque encontram na mulher que enxerga uma líder forte e capaz de ajudá-los a se organizar o suficiente para o seu intento. E, trilhando um caminho árduo, o que representa a busca por um conhecimento mais profundo, chega-se a casa da tal mulher onde ela os ajuda a limpar-se, a comer e superar o trauma, a ponto de um a  um voltar a enxergar. Uma visão otimista para o problema crônico de alienação: tem cura. Procurar ler vários pontos de vista a respeito do mesmo tema, conhecer a história e conhecer a si próprio enquanto ser social, são pontos que ajudam numa percepção mais fiel da realidade e pode ser a cura para a cegueria em massa que toma conta do país. Não é porque a Globo achou legal essa história de abraçar a bandeira do Brasil e cantar como num estádio de futebol que devo também tomar parte. E, voltando à última cena do livro de Saramago, um alerta. Após um a um começar a voltar a enxergar, a heroína, que durante todo o tempo se manteve firme em sua escolha de possuir a visão, passa a ser, ela, a cega. Isso mostra como a cegueira social é também uma fuga. É muito mais fácil seguir a massa, um pensamento de senso comum do que ser diferente, defender minorias, pensar na coletividade e viver de forma coerente com o que se acredita, mesmo que signifique contrariar o que a mídia e o resto da população pensam.

Friday, June 21, 2013

E Drummond diria: O Brasil AINDA está dormindo, coitado...

Por que você veio à rua hoje?
Para ver um Brasil melhor!
A melhor educação! A melhor saúde! A melhor... ah, tudo de melhor!
Para ver um Brasil melhor devemos
Expulsar os partidos?
Acabar com os projetos sociais?
Excluir as classes desfavorecidas?
Sim, e haviam me enganado!
Disseram-me que eu carregasse minha bandeira
Só não disseram que tinha de ser a do time de futebol
E levar corneta
E levar rojão
Ah, sim, estamos na Copa das Confederações!
Encontrei o Policarpo ontem!
Sim, grande filho da nação!
Até ele parecia um pouco assustado
O importante é gritar! Gritar e cantar
As coisas mais vazias e sem sentido que alguém pode dizer
Mas não importa também
A polícia que batia ontem, assiste ao espancamento hoje
O espancamento da liberdade, do entendimento, do movimento
Mo-vi-men-to
Movimento! É uma palavra bonita, desde que no caminho
Não resolvam repentinamente pegar um atalho à direita
E jogar contra o próprio povo...

Monday, May 13, 2013

Quem sabe não muda de ideia?

Quem sabe não muda de ideia?
As pessoas mudam o tempo todo
O que antes queria para ontem, vai par aum futuro longe
O que estava programado para hoje, já aconteceu
Há algumas horas, ou não mais existirá
Quem sabe não muda de ideia?
E enxergue a tela com novos olhos
Ela é bem mais bonita do que parece
Significa muito mais do que pensa
Ah, veja bem, meu bem...
Nada é para sempre, ninguém é igual.
Não. Não é, não. Mas há sempre alguém
Eu sei, mas olhe de novo, pois tudo seria diferente
Quem sabe não mude de ideia?
E até lá vou cantarolando, enrolando, acreditando
Até o momento em que deixar de sentir
Essa vontade maior que o mundo de me deixar levar...

Monday, May 6, 2013

Futuro

O olho não passa do horizonte. O que há depois?
Uma campina, uma colina ou só mais prédios enfileirados?
Quando preparamos o alimento, não se pode adivinhar seu sabor
Pode-se imaginar, supor...
Mas quando fica pronto, a surpresa do sal a mais, a menos
O condimento exagerado ou faltante, ou, quem sabe
Sim, o paladar sente que tudo ficou na medida exata, perfeito!
Nunca se sabe, essa é a verdade
Quero ser como Reis, que apenas ama: única verdade tangível!
Não quero esperar nada, planejar também não mais
Nada de sonhar com o que já cruzou a linha do amanhã
Teria eu domínio sobre o que vem depois do agora?
E é essa a doce e maravilhosa graça da vida:
As mudanças no caminho, as surpresas que ali surgem, as possibilidades de sol e chuva no mesmo dia...
O importante é sempre reconhecer a beleza do que está em volta de nós,
E enxergar poesia em tudo!
Sim, há de se enxergar poesia na pedra, em nós e no outro.